‘Una de las sensaciones más estremecedoras de la Semana Santa andaluza es oír esa quebrada voz que, desde la soledad y el anonimato, brota de las alturas para orar a las barrocas imágenes cantando jondura. La saeta ha sabido encontrar en el flamenco un modo de canalizar su plegaria. El flamenco en la saeta, una forma de acercarse a Dios. Pero este encuentro no es ni mucho menos casual a tenor de reflexiones como la de Gabriel del Estal, para quien “el flamenco es ya de suyo una oración”. ‘ Candela Olivo
para matéria completa: http://www.flamenco-world.com/magazine/about/saeta/esaet.htm
Uma reflexão pela Semana Santa.
Conversar com Deus, relembrar a história mais famosa deste planeta: a vida e a morte de Jesus. Acho que é disto do que se tratam as saetas, as vozes de Andalucía.
Cantar por romerias, novas Via Crucis, peregrinar pelas madrugá’s. E porque não o festejar de um tempo que marca a renovação?
Assim vão… cantando e festejando, pela esperança de tempos de boa aventurança, auspiciosos e plenos. Sem deixar de orar por saetas as penas da Paixão Cristo.
Como as mãos da gitana, da bailaora que se agita com energia, tensionando a palma, estendo-a em direção ao céu, em rito de oração. Gitana mora que olha para alto e pede que lhe conceda um desejo, ao som de un cante jondo, para que se realize a dádiva de um sonho muito antigo, regresar, reviver e sentir pela primeira vez tudo novamente. Onde seus braços se afastam do corpo e bruscamente retornam, fechando um círculo, um aire, um segredo só seu, e é quando suas mãos se aproximam do coração. . .
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Bom momento para repensar as idéias.
Boa Páscoa!
E que me seja concedida o presente de escutar essas saetas em pessoa, coração e espírito.
